As rosas poéticas de Kellem Reis

"Tenho certeza que sonhar é mais fácil que realizar. Mas acreditem: realizar é tão maravilhoso quanto sonhar." — Kellem Reis

Kellem Reis nasceu em Contagem, Minas Gerais, em 18 de agosto de 1983. Ao se ver de novo em depressão após alguns percalços, resolveu então escrever sobre suas dores. Começou a postar conteúdo autoral no Instagram depois do incentivo do seu amigo Jusciney Costa. As motivações de seus poemas e textos são suas vivências de dores, amores, perdas, lutas, crescimento e situações diversas que viu e viveu ao longo de seus 37 anos. Além disso, escreve ouvindo música, uma de suas grandes inspirações.

Dando sequência para nossa série de entrevistas com autores da Palavra & Verso, trazemos aqui um pouco da inspiradora trajetória literária de Kellem, bem como suas inspirações, seus próximos projetos, etc. Confira:



Palavra & Verso - Você sempre quis ser escritora? E o que te motivou de fato escrever o seu primeiro livro?

Kellem Reis - Na verdade, não! Foi mais um acidente de percurso (risos). Eu nem me achava digna de um livro. Mas, depois de algumas situações ruins, e incentivos importantes, resolvi escrever essas vivências, e vi na poesia uma saída menos pavorosa. Através da indicação da editora pela minha irmã, enviei alguns dos meus textos para avaliação junto à Palavra & Verso. Não acreditei quando disseram que minha escrita tinha potencial para um livro. Foi um baque, mas feliz!



Palavra & Verso - Fale um pouco sobre o seu gênero de escrita, e qual é a importância dele em sua vida como leitora e escritora.

Kellem Reis - Bom, a poesia é muito diversificada, livre, com muitos tons, sentimentos e possibilidades. Acho que isso me fez ter mais coragem para prosseguir. Como leitora, é importante para ampliar minha visão, me deixa mais alerta para observar detalhes. Como escritora, me faz mais criativa, mais propensa às várias mudanças e diversas situações.



Palavra & Verso - Quem mais te apoiou no começo da sua carreira como escritora / poetisa?

Kellem Reis - Primeiro, tive um apoio incrível de uma pessoa muito legal, que foi o Jusciney Costa, do IG 1pequenotexto. Ele foi quem mais me direcionou para criar os textos e os IG’s que tive. Depois, minha irmã, Hevelinn Reis, também uma grande escritora, e que me ofereceu apoio total. E em seguida os amigos que carrego sempre comigo, escritores ou não.



Palavra & Verso - Quais são os seus escritores favoritos, bem como os autores que influenciam a sua escrita?

Kellem Reis - Meus escritores favoritos: Paulo Coelho, Agatha Christie, Clarice Lispector, Alice Kau's, Vanessa Musial, Hevelinn Reis, Eduardo Spohr e William P. Young.

Na parte de influência poética: Giovani Miguez, Moises Sesion, Luciano Farias (DHEPOETA), Alex Brito, Marilene M. Veloso, Vanessa Musial, Paulo Henrique (Signodelua), Verônica Moreira, meu sempre mestre eterno Saulo de Tácio (in memorian), Robson Braga, Rui (nosso querido português), Elizete (amiga e linda flor), Juliana Rossi, Juliana (Calicksia), Léo (poemase84) e muitos outros grandes poetas e poetisas que sempre me ensinaram algo.



Palavra & Verso - O livro “Rosas Não Choram” é repleto de citações de músicas. Qual você acha que é a importância da música em um livro? Você gosta de ouvir música enquanto escreve?

Kellem Reis - Na minha visão, a música possibilita imaginar momentos ou até gravar coisas, como uma matéria escolar. Para um livro, a música representa a trilha daquela história, ou das escritas no livro contidas, como é o caso de “Rosas não Choram”. Eu amo música, principalmente as que mexem com as emoções, brasileiras ou internacionais. Gosto muito de ver as traduções, para alinhar com algumas de minhas escritas. Sempre escrevo com música, sempre!



Palavra & Verso - De onde veio a inspiração inicial para o seu livro de estréia“Rosas Não Choram”?

Kellem Reis - Veio dos incentivos que recebi da minha irmã e dos amigos. Mas também dos sentimentos que carregava durante as escritas. Eram muitos momentos, bons e ruins, que me fizeram escrever o livro.



Palavra & Verso - Em “Rosas Não Choram”, conhecemos um pouco do seu universo poético, que possui sensibilidade e intensidade únicas. Fale um pouco sobre o processo de produção dos seus poemas e textos.

Kellem Reis - Por incrível que pareça, muitos daqueles textos falam de mim. Sentimentos e vivências, a depressão, as tentativas de suicídio, preconceitos, dores, desamores, sonhos que tive, a fé, amor próprio. Cada um escrito em algum momento onde, na minha mente, o sentimento se tornou um texto. Alguns não foram muito fáceis de por no papel, e outros bem divertidos. Em alguns chorei muito, e em outros gargalhei. Mas em todos, existe um pouco de mim, do que já vivi, ou já quase vivi. A verdade é que a poesia abriu um leque muito importante para a existência desse livro.



Palavra & Verso - Como você se sentiu quando publicou seu primeiro livro?

Kellem Reis - Foi um misto de estranheza com felicidade. Estranheza porque nunca escrevi nada e, de repente, virei escritora, com um livro publicado. Felicidade porque, de alguma forma, o que escrevi ajudou algumas pessoas, que passaram ou passam pelos mesmos conflitos internos e externos, e viam ali um refúgio para o que não conseguiam dizer.



Palavra & Verso - Você tem muitos projetos em mente? Pode falar sobre algum deles? Fale um pouco sobre sua trajetória literária.

Kellem Reis - Tenho já escritos mais de 70 textos poéticos, porém não vou publicar por enquanto. Preciso de um tempinho, sabe, coisas minhas. Pretendo futuramente escrever um livro só de histórias com cunho no misticismo, um livro de contos. Atualmente tenho só um conto escrito, no qual vou dar uma melhorada (risos). Mas a poesia continua sendo meu foco. É nela que tenho a liberdade de expressar quem sou e o que vejo.



Palavra & Verso - Gostaria de deixar um recado de motivação para novos escritores continuarem a buscar por seus sonhos?

Kellem Reis - Tenho certeza que sonhar é mais fácil que realizar. Mas acreditem: realizar é tão maravilhoso quanto sonhar. Independente dos percalços, das várias negativas, inclusive da própria família muitas vezes, das gargalhadas, das bobagens que disserem, acreditem em vocês, sempre! Ninguém saberá mais do seu potencial que Deus, você e uma boa editora (risos). Absorvam as críticas construtivas com esmero, e as destrutivas, sorriam para elas. Não há arma melhor que o sorriso de um vencedor silencioso! Sigam, façam, vençam! Como sempre digo nessa frase que é minha, e uso para tudo: “Ontem casulo, hoje evolução, amanhã borboleta”!


Quero agradecer à Palavra & Verso pela oportunidade dessa entrevista! Amei participar! Agradecer à todos que estão sempre comigo, mesmo sabendo que sou meio antissocial (risos). Grande abraço!



#entrevista #literatura #nacional

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