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Uma Visita e Mirasídia com Eduardo Rocha

"Faça da escrita um verdadeiro ato de amor."

Eduardo Rocha da Costa Martins tem 29 anos e nasceu na capital do Rio de Janeiro. É formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, porém, nunca exerceu a profissão. Embora sempre tenha carregado o sonho de compartilhar histórias que idealiza desde a infância, somente durante a pandemia da Covid-19 ele amadureceu a ideia de estruturar sua primeira obra literária. É um grande entusiasta de boas histórias e procura escrever um pouco todos os dias, para dar vida aos enredos e aos personagens que estão sempre presentes em seus pensamentos.

Dando sequência para nossa série de entrevistas com autores da Palavra & Verso, trazemos aqui um pouco da trajetória literária de Eduardo, bem como suas inspirações, seus próximos projetos, etc. Confira:





Palavra & Verso: Como é a sua rotina de escrita? Você estabelece metas para si mesmo? 

Eduardo Rocha: Eu procuro escrever um pouco todos os dias, mas sem nenhuma cobrança, para não deixar o processo mais maçante do que ele precisa ser. Quanto a metas, geralmente não estabeleço nenhuma, pois já pude perceber que há dias em que a escrita simplesmente flui melhor do que em outros.

 


Palavra & Verso: Fale um pouco sobre a literatura fantástica, e qual é a importância dela em sua vida como leitor e escritor.

Eduardo Rocha: Gosto da literatura fantástica pois ela nos possibilita criar mundos, conceitos e experiências totalmente além do nosso âmbito da realidade. Como um leitor, sempre considerei as histórias de fantasia como grandes viagens rumo ao desconhecido, onde podemos encarnar em personagens poderosos que precisam se desdobrar para concluírem as suas jornadas. Já como um escritor do gênero, percebi o quanto é libertador criar tais realidades alternativas para os leitores; pois não há nada como abrir a imaginação para resolver conflitos usando magias e outros artifícios loucos tirados dos universos fantásticos.

 


Palavra & Verso: Quais são os seus escritores favoritos, bem como os autores que influenciam a sua escrita? Cite alguns livros que você indicaria para nossos leitores.

Eduardo Rocha: Meu escritor favorito é o Rick Riordan, porém, busco influências na escrita principalmente dos ensinamentos passados pelo autor Brandon Sanderson. Minha indicação para os leitores seriam os livros da saga Percy Jackson.

 


Palavra & Verso: Você escreve de maneira intuitiva? Como é o seu processo de busca por aprimoramento?

Eduardo Rocha: Sim, nunca procuro me prender muito a conceitos quando estou desenvolvendo as minhas obras. Durante os meus estudos sobre narrativa e técnicas de escrita, eu faço o possível para internalizar as dicas e depois apenas as utilizo, com naturalidade, ao longo do processo de escrita. Já para me aprimorar, busco sempre por novas formas de simplificar a minha maneira de contar histórias; para que os leitores não sintam a menor dificuldade em entender aquilo o que eu quero lhes dizer.

 


Palavra & Verso: Ainda falando sobre o seu processo de criação, quais são os desafios diários de ser escritor?

Como lidar com a procrastinação, o medo de não corresponder às expectativas. Como vencer os bloqueios criativos?

Eduardo Rocha: A falta de motivação para continuar uma história, o cansaço, a falta de paciência para fazer a revisão, o medo das críticas... Todos esses são grandes desafios que afligem a vida dos escritores quase todos os dias. Porém, assim que conseguimos firmar uma rotina de escrita e criar um certo grau de confiança em nós mesmos, podemos superar qualquer obstáculo que impeça a continuidade dos nossos livros.

 


Palavra & Verso: Qual você acha que é a importância da música em um livro? Você gosta de ouvir música enquanto escreve?

Eduardo Rocha: Acho que a música é essencial durante o processo de escrita, pois ajuda a criar um ambiente melhor para as ideias fluírem. Gosto muito de escolher as trilhas sonoras de acordo com os tipos de cena que estou desenvolvendo, para me ajudar a entrar nos personagens durante os momentos mais importantes.

 


Palavra & Verso: De onde veio a inspiração para o seu livro de estreia “Ellynia – Um Grito de Liberdade”, e como surgiu a ideia do título?

Eduardo Rocha: A ideia para a saga de Ellynia me veio a partir de diversos sonhos que tive, onde eu pude ver vários dos aspectos de mundo da história, dos personagens e dos poderes especiais que movem a trama. Apesar do tema “luz x sombras” ser um tanto batido, achei que poderia render um bom enredo caso fosse mesclado com outros elementos, por isso o integrei com as questões mais ligadas ao espírito para criar o “sistema de magia” da obra. Já o nome “Ellynia” eu não tenho muita certeza de onde surgiu, pois foi apenas uma palavra que eu gostei bastante de sonoridade e, então, resolvi usar.

 


Palavra & Verso: Em “Ellynia – Um Grito de Liberdade”, conhecemos o universo de Mirasídia. Fale um pouco sobre como foi criar esse lugar fantástico.

Eduardo Rocha: A concepção de Mirasídia não foi algo que eu posso dizer que foi planejado, visto que grande parte das suas particularidades eu mesmo só fui conhecer graças as escolhas dos meus personagens. Em um primeiro momento, eu tinha a intenção de estabelecer toda a trama apenas dentro da cidade-reino de Luminare, a principal metrópole do livro, mas o meu elenco não estava muito satisfeito com isso. Assim, a partir do momento em que os meus encrenqueiros protagonistas encontraram um modo de sair, tive que pensar em vários animais, plantas e outros elementos fantásticos para compor o mundo; o que por sua vez criou uma gigantesca bola de neve que se transformou em Mirasídia.

 


Palavra & Verso: Como foi a criação da guerreira Selina Larath? Fale um pouco sobre a personagem.

Eduardo Rocha: Selina Larath foi uma protagonista que eu criei tomando como referência uma personagem de um antigo jogo que eu curtia, chamada Elesis Sieghart. Dona de um temperamento explosivo, uma curiosidade sem limites e uma tendência a se meter em problemas, Selina é uma jovem espadachim que carrega o sonho de conhecer o mundo, apesar de todos os perigos que existem além do meio onde ela vive com a sua família. Dado que o desejo pela liberdade é algo bem natural dos seres humanos, quis criar uma protagonista que fosse fácil de ser compreendida, para que os leitores pudessem se conectar com ela para embarcar na aventura proposta pela história. No entanto, como ainda existe muito a ser explorado da ruiva que possui muitos mistérios, os leitores terão que aguardar um pouco para entender tudo sobre ela; pois as suas origens guardam muitos pontos que serão relevantes mais a frente na saga.

 


Palavra & Verso: Você tem muitos projetos em mente? Pode falar sobre algum deles? Fale um pouco sobre sua trajetória literária.

Eduardo Rocha: Atualmente, pretendo terminar os seis livros da saga de Ellynia, desenvolver alguns contos para participar de antologias e, talvez, começar uma nova série de livros com histórias menores. Como reconheço que não são muitos aqueles que gostam de calhamaços, vou começar a pensar em tramas mais sucintas para tentar aumentar a minha gama de leitores.

Quanto a minha trajetória literária, eu comecei a escrever em 2018, quando uma amiga me recomendou um livro que ela gostava e despertou em mim a vontade de desenvolver as minhas próprias histórias. Assim, depois de passar algum tempo postando os capítulos de Ellynia na plataforma wattpad, eu consegui firmar parceria com a editora Palavra & Verso para publicar o meu primeiro livro, que veio recebendo bastante o apoio dos leitores desde o seu lançamento. Futuramente, planejo correr atrás de alguns exemplares físicos para os meus trabalhos literários, para enfim ter a chance de me estabilizar um pouco nesta carreira tão incerta e complicada.

 


Palavra & Verso: Gostaria de deixar um recado de motivação para novos escritores continuarem a buscar por seus sonhos?

Eduardo Rocha: Amigos escritores, continuem escrevendo aquilo o que vocês gostam, mesmo quando pareça que ninguém mais vai querer dar uma chance para as suas histórias. Faça da escrita um verdadeiro um ato de amor, onde a ansiedade, os receios e as inseguranças não terão qualquer espaço para te atrapalhar durante esse momento exclusivamente seu. Mantenha a disciplina, o foco e não se permita desistir até que o seu projeto esteja finalizado; pois garanto que, em algum lugar, tem alguém que mal pode esperar para conhecer um pouco das loucuras que você continua escondendo dentro da sua cabeça.



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