Renascendo das cinzas com Guilherme Crepaldi

"Se seu sonho for importante, então é só uma questão de tempo até você torná-lo real." — Guilherme Crepaldi

Guilherme Crepaldi é nascido em Belo Horizonte em 7 de Outubro de 1996. Sempre teve em si uma paixão pela escrita, muito embora por muitos anos não tenha publicado o que escrevia. Desde pequeno enfrentou depressão clínica, o que se agravava em episódios que para muitos são corriqueiros. Além disso, como relatado em seu livro auto-biográfico, Renascido das Cinzas, ele passou por alguns episódios especialmente difíceis.

Dando sequência para nossa série de entrevistas com autores da Palavra & Verso, trazemos aqui um pouco da trajetória literária de Guilherme, bem como suas inspirações, seus próximos projetos, etc. Confira:



Palavra & Verso - Você sempre quis ser escritor? E o que te motivou de fato escrever o seu primeiro livro?

Guilherme Crepaldi - Por muito tempo não pensava em publicar nada, apenas escrevia como forma de acalmar a mente e me expressar. O principal motivo que me fez escrever o primeiro livro no intuito de publicá-lo foi uma grande amiga minha à época que me disse que eu tinha um dom muito grande de escrita.


Palavra & Verso - Como você se sentiu quando publicou seu primeiro livro?

Guilherme Crepaldi - Parece clichê, mas foi uma mistura de sensações. A primeira foi alívio por finalmente estar mostrando pros outros um pouco da minha historia, medo por terem sido as partes mais negras da minha história, e por fim a sensação de sonho realizado, uma vez que sempre sonhei em fazer dos meus atos eternos, algo que sempre acreditei pois como a frase que tenho tatuado em min “o que fazemos da vida ecoa na eternidade".


Palavra & Verso - Como é a sua rotina de escrita? Você escreve com frequência?

Guilherme Crepaldi - Não escrevo como rotina, escrevo sempre que me vem alguma inspiração, mas no lugar de um rotina de escrita busco ter uma rotina de possíveis inspirações: música, ler um poema, um livro, ir para a pscina, ver filme...


Palavra & Verso - Quais são os seus escritores favoritos, que te inspiram a escrever? Cite alguns livros que você indicaria para nossos leitores.

Guilherme Crepaldi - William Shakespeare, Vinícius de Morais, Mark Manson, e quanto a livros que eu indicaria, os principais seriam: 1 - A Sutil Arte de Ligar o Foda-se; 2 - Hamlet; 3 - O Mercador de Veneza; 4 - (que não é bem um livro): Soneto de Fidelidade, Soneto do Amigo e Soneto da Separação.


Palavra & Verso - Fale um pouco sobre como veio a inspiração inicial para o seu livro “Renascido das Cinzas”, e como surgiu a ideia para o título.

Guilherme Crepaldi - A inspiração inicial veio de uma série de textos que eu escrevia à medida em que fui vivenciando as coisas que narrei no livro, mas a principal inspiração foi quando eu superei de vez a depressão. A ideia do título surgiu quando, após uma tentativa de suicídio, eu me senti literalmente destruído e pouco depois me curei da depressão. Como eu sempre gostei de mitologia me identifiquei com a fênix (ave mitológica que se transforma em cinzas ao morrer e que renasce das próprias cinzas) dado a minha “queda na deprê" e minha recorrente superação da depressão, me considerei renascido das cinzas.



Palavra & Verso - Em “Renascido das Cinzas”, conhecemos a sua história de vida. Fale um pouco sobre o livro e quais reflexões deseja despertar nos leitores.

Guilherme Crepaldi - O livro é pra mim, além de um desabafo, é uma forma de ajudar (ou ao menos assim espero e esse tem sido o feedback dos leitores) pessoas que passaram por coisas parecidas do que eu passei ou que estão passando, reflexões que desejo despertar é principalmente que no fundo o único responsável pela vida de alguém é a própria pessoa e que portanto só ela é capaz de mudar a própria realidade mas que também por ela ser a única responsável. Por mais que pessoas e situações tentem atrapalhar, se ela persistir, nada irá parar ela.



Palavra & Verso - Ainda falando sobre o livro, como foi o processo de escrita e produção do mesmo?

Guilherme Crepaldi - Por ter sido uma compilação de ideias que eu já tinha registrado e das que eu tive durante a escrita, a escrita em si foi rápida, em menos de três dias o livro já estava escrito. Aí então veio a questão: quem apostará em um autor completamente desconhecido e inexperiente? Foi então que conheci a editora Palavra & Verso, que acreditou na minha ideia e fez de um sonho uma realidade.



Palavra & Verso - Qual foi a sensação de ter o livro publicado em mãos? E quem mais te apoiou no início da sua carreira como escritor?

Guilherme Crepaldi - Realizado, principalmente, e quanto ao apoio, tive apoio do meu avô que sempre apoiou meus planos e projetos, e tive apoio da minha então irmã (de coração), sobre a qual, inclusive, falo no livro.


Palavra & Verso - Você tem muitos projetos em mente? Pode falar sobre algum deles? Fale um pouco sobre sua trajetória literária.

Guilherme Crepaldi - Sou grato por onde cheguei, mas para mim uma pessoa sem ambição é o mesmo que morta. Então, sim, tenho projetos, sendo o principal deles deixar minha marca no mundo, nem que seja na mente de apenas uma pessoa, mas também desejo ser policial e manter sempre meu caráter, honra e palavra. Quanto a minha trajetória literária, ela começou bem cedo, lendo Harry Potter (o que se dependesse da escola, começaria com Dom Casmurro e afins, que são excelentes livros mas que já passou da hora de aceitarmos que não desperta o interesse de crianças por leitura) e pouco tempo depois, vendo uma peça de Romeu e Julieta fui apresentado à poética e desde então me apaixonei por leitura.



Palavra & Verso - Gostaria de deixar um recado de motivação para novos escritores continuarem a buscar por seus sonhos?

Guilherme Crepaldi - Se você pensa que a vida não vale a pena, se desafie a aguentar até amanhã e assim sucessivamente. Quanto a perseguir os sonhos, só você pode perseguir o que só você sonhou, e pode ser que não seja de primeira, mas se você acreditar em si mesmo e se seu sonho for algo tão importante que faça você ter motivação mesmo sem motivos pra ter, então é só uma questão de tempo até você torná-lo realidade.


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