Uma visita a Adamantem com Camila Ramos
- palavraeverso

- há 3 dias
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"Comece, independentemente do que a sua mente esteja dizendo a você. Comece com medo, com insegurança, mas comece, porque uma história não precisa de perfeição, ela precisa de constância e de verdade."
Nascida em 1997 na Grande Florianópolis, Camila Cardoso Ramos é casada, desenhista realista e escritora.
Seu interesse pela escrita surgiu ainda cedo, aos doze anos, em suas meras brincadeiras com bonecas. Assim, mesmo tendo sido estudante de biologia e psicologia, a sua verdadeira paixão sempre foi pela arte de criar histórias.
Foi alimentando seu amor que deu vida ao seu primeiro livro, o próprio Reino Lapidado, o queridinho que conquistou uma legião de leitores apaixonados e que foi reconhecido pelo perfil oficial dos Embaixadores da Língua Portuguesa, sendo considerado um dos melhores de 2020. Posteriormente, em 2021, a obra lhe rendeu o maior prêmio de literatura online, o Prêmio Wattys no gênero de fantasia, da mesma plataforma de literatura independente.
Dando sequência para nossa série de entrevistas com autores da Palavra & Verso, trazemos aqui um pouco da trajetória literária de Camila, bem como suas inspirações, seus próximos projetos, etc. Confira:

Palavra & Verso - Como é o seu processo criativo? Você planeja tudo antes ou vai descobrindo a história enquanto escreve?
Camila Ramos - Eu sempre digo que minha escrita é muito mais emocional do que estrutural. Quando comecei a escrever Reino Lapidado, eu tinha apenas doze anos. Não existia planejamento estratégico, fichas técnicas ou mapas detalhados, por assim dizer... mas existia uma vontade quase desesperada de entrar em um lugar que só existia dentro da minha cabeça. Um lugar que eu poderia ser quem eu quisesse. Agir da forma que eu quisesse.
Eu precisava caminhar por ele, respirar o ar daquele mundo. E foi assim que tudo começou: pela emoção. Sempre fui uma pessoa de sentimentos intensos, tenho Borderline diagnosticado, isso foi uma benção e uma maldição. Desde muito nova, tudo me atravessava com força: alegrias, medos, injustiças, fantasias... Talvez seja apenas a forma como aprendi a existir no mundo: sentindo demais, estando sempre na borda. E a escrita virou o lugar onde essa intensidade não era um problema, mas uma potência. Em vez de me calar, eu transformava tudo em acontecimento. Em vez de me perder, eu me encontrava na essência de cada personagem.
Com o tempo, percebi que havia uma estrutura se formando quase sem que eu notasse. Uma lógica interna, um sistema de crenças, conflitos, símbolos e hierarquias que sustentavam aquele mundo. Anos depois, passei a trabalhar isso com mais consciência e intenção. Hoje eu planejo arcos, penso em consequências, entendo a arquitetura da narrativa, mas ainda deixo o coração falar. Principalmente porque escrevo em primeira pessoa. E para mim, a história precisa pulsar antes de fazer sentido. Se não houver verdade emocional, nenhuma estrutura sustenta.
Palavra & Verso - Você tem uma rotina de escrita definida ou escreve quando a inspiração aparece?
Camila Ramos - Infelizmente, minha vida é bastante corrida, então nem sempre consigo sentar e escrever longas horas seguidas como eu gostaria. Ainda assim, todos os dias eu tento manter algum tipo de contato com a história. Às vezes leio um trecho que escrevi na noite anterior, reviso uma única frase, ajusto uma palavra. Crio pequenos contos de uma ou duas páginas para ler e me manter conectada. Há dias em que eu apenas abro o arquivo, releio algumas linhas e fecho. Pode parecer pouco, mas para mim já é um gesto simbólico enorme. É uma forma de dizer ao meu próprio sonho que eu não desisti.
Eu acredito na disciplina, sim. Acho que ela sustenta o escritor quando todo aquele entusiasmo oscila. Mas sou profundamente ligada ao fluxo criativo. Não escrevo como quem preenche uma ficha. Eu preciso sentir a cena antes de qualquer coisa. Imagino o ambiente, entender o que o personagem está pensando ou o que ele ainda nem sabe que vai pensar quando for colocado naquela situação. É quase como viver a experiência antes de narrá-la.
Meu processo acaba sendo compromisso e intuição. Eu retorno à história todos os dias, mesmo que seja em pequenos gestos. E quando a cena começa a ganhar forma, quando consigo criar clareza do capítulo em questão, ligá-lo ao universo, cultura, política, religião, emocional, ponte entre personagens, aí sim eu mergulho sem medir o tempo.
Palavra & Verso - Como você lida com bloqueio criativo e dias em que as ideias simplesmente não fluem?
Camila Ramos - Essa é uma boa pergunta, porque até hoje eu procuro a fórmula mágica. Meu bloqueio sempre está ligado aos meus sentimentos aflorados. Como eu disse, eu sinto tudo com muito mais intensidade, então não é falta de ideia, mas é medo, cobrança ou cansaço, insegurança... tudo em um nível desproporcional. Estou fazendo certo? Está ficando bom? Essas perguntas sempre surgem quando estou escrevendo as primeiras linhas, e são sempre elas que me travam.
Aprendi que, para mim, bloqueio criativo é bloqueio emocional. Não é ausência de criatividade, é excesso de autocrítica. Quando percebo que estou nesse lugar, tento não me forçar a produzir algo grande. E me aproximo da história por outros caminhos. Escuto músicas que traduzem o sentimento dos personagens, escrevo letras inspiradas neles, revisito imagens antigas do universo, releio cenas que já me fizeram sentir orgulho. Eu tento lembrar que a escrita nasceu para mim como um refúgio, que ela é a minha salvação e não a minha destruição (nem sempre funciona, mas o que vale é a tentativa).
Palavra & Verso - Quais autores ou histórias mais influenciaram sua vontade de escrever fantasia?
Camila Ramos - Com certeza, Alma Katsu. Alma escreve fantasia com uma narrativa delicada, intensa e ao mesmo tempo conflituosa.
J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin, especialmente pela capacidade quase inimaginável de construir universos completos, com história, política, religião, idiomas e mitologias próprias.
Suzanne Collins ocupa um lugar muito especial no meu coração. A forma como ela conduz uma narrativa em primeira pessoa é arrebatadora e influenciou diretamente em como escrevo, porque também escolhi colocar o leitor dentro da mente do personagem.
Oliver Bowden foi meu professor de combate. Eu amo o universo de Assassin's Creed, e a maneira como ele constrói as cenas de luta me ensinou muito. Ezio Auditore foi uma referência na construção de um protagonista que é letal, mas também humano.
E não posso deixar de mencionar Joe Abercrombie, com seus conflitos políticos realistas, moralmente ambíguos, cheios de decisões difíceis e personagens anti-heróis.
Talvez uma curiosidade que pareça pequena, mas que foi muito significativa para mim, seja a influência de Avatar. A dinâmica entre Jake e Neytiri sempre me marcou: o aprendizado, a transformação, o romance que nasce no meio de mundos em conflito. De certa forma, isso dialoga com a relação entre Ethan e D’blade: o treinamento, a intensidade emocional que nasce da convivência e das diferenças.
E, por fim, V for Vendetta foi fundamental na construção da dimensão moral e quase anarquista de Ethan Haavik. A ideia de questionar sistemas, desafiar estruturas de poder e compreender que símbolos podem ser mais perigosos do que espadas teve um impacto enorme na maneira como desenvolvi a personalidade dele.
Palavra & Verso - O que mudou na sua vida pessoal depois de publicar seu primeiro livro?
Camila Ramos - Isso me emociona profundamente, porque publicar meu primeiro livro foi como dar significado à minha vida. Bom, vou explicar:
Não foi apenas lançar uma história no mundo, foi sobreviver o suficiente para vê-la crescer.
Houve momentos em que eu pensei que não conseguiria terminar, momentos em que a minha própria mente parecia meu maior obstáculo. Dúvidas, autossabotagem, medo de não ser boa o bastante, o sentimento de não aguentar mais tudo ao meu redor… de não aguentar nem a mim mesma. Tudo isso me acompanhou durante o processo.
Então, publicar não foi somente declarar ao mundo que sou escritora, mas foi mostrar todo o meu esforço, todos os momentos difíceis e todas as vezes em que pensei em desistir. Foi provar para mim mesma que fui tão resiliente quanto o meu próprio personagem. Isso mudou minha postura e a minha responsabilidade comigo mesma. E eu tenho muito a agradecer à Palavra & Verso, que sempre foi a editora dos meus sonhos.
Palavra & Verso - Que conselho você daria para quem sonha em ser escritor(a), mas ainda tem medo de começar?
Camila Ramos - Comece, independentemente do que a sua mente esteja dizendo a você. Comece com medo, com insegurança, mas comece, porque uma história não precisa de perfeição, ela precisa de constância e de verdade. Você só vai descobrir do que é capaz dando o primeiro passo, por mais bobo ou pequeno que ele pareça. Você vai errar. Vai precisar reescrever, apagar ideias, lidar com críticas e revisitar capítulos que achava que estavam prontos. Isso faz parte. Nada nasce pronto, se constrói.
O medo nunca desaparece completamente. Ele faz parte de qualquer processo criativo. Mas existe algo importante nisso: o medo também faz parte de nós. É ele que nos deixa atentos, que nos desafia a melhorar, que nos impede de fazer tudo de forma automática. O segredo é não permitir que ele decida por você. Ele pode caminhar ao seu lado, mas nunca escrever por você.
Palavra & Verso - Como surgiu a ideia inicial de Reino Lapidado e do universo de Adamantem?
Camila Ramos - Além de qualquer referência externa, Reino Lapidado nasceu de uma pergunta íntima: o que acontece quando alguém é moldado desde a infância para ser perfeito e descobre que é apenas uma ferramenta? O universo de Adamantem surgiu da metáfora da lapidação. Pedras, pressão, brilho, cortes, porque desde criança eu sempre vinculei isso a poderes mágicos. Tudo ali carrega essa simbologia. É um mundo construído sobre controle, fé, manipulação e identidade.
Reino Lapidado surgiu do reflexo de tudo o que eu já senti. É um compilado de momentos, pensamentos, dores e paixões que me atravessaram ao longo dos anos. Em Adamantem existe política, religião, hierarquia, conflito porque sempre me interessei por entender como sistemas moldam pessoas. Mas, acima de tudo, esse mundo surgiu como uma forma de depositar os meus sentimentos em algo maior do que eu. Foi o jeito que encontrei de viajar sem sair do lugar, de existir em outras versões de mim mesma, de transformar intensidade em narrativa.
Palavra & Verso - O conflito entre Lapidados e Brutos é um dos pontos centrais da história. O que você quis provocar no leitor ao criar essa divisão?
Camila Ramos - Eu quis provocar desconforto e, claro, dúvida. A divisão entre Lapidados e Brutos não é apenas física, é social, ideológica, religiosa. Quis colocar em pauta até que ponto o que chamamos de “ordem” não é apenas opressão bem organizada? Até que ponto agimos por vontade própria, ou para respeitar princípios enraizados por décadas?
Observe: Brutos, em Adamantem, são vistos como uma parte descartável, ou como a Ordem Lapidada diz: dissolúveis. São tratados como aberrações, como falhas. É como se alguém nascesse com pernas, mas fosse proibido de caminhar, e ainda fosse culpado por isso. Dentro da lógica do sistema organizacional que eu criei, corrigir essas “falhas” é visto como algo necessário e benevolente. A correção é vendida como salvação, jogada sobre os ombros dos Deuses de Diamante que se projetam como os símbolos dessa importante ritualização, e dita como melhoria. Como evolução. Como religião e esperança.
Eu quis levantar uma crítica importante sobre estruturas que se legitimam pela fé, pela tradição anosa ou pela ideia de perfeição. Isso é polêmico, sim... mas fui vítima como os brutos, e quis mostrar como sistemas podem se tornar cruéis enquanto acreditam estar fazendo o bem. E, acima de tudo, provocar a pergunta que me acompanha desde o início da escrita: quem decide o que precisa ser lapidado? Quem decide o que é real?
Ao longo da história, e ainda hoje, vemos estruturas que classificam pessoas, que determinam quem é “adequado”, quem precisa ser ajustado, silenciado ou excluído. Muitas vezes isso vem revestido de moralidade. Bom... a fantasia me permitiu ampliar esse espelho sem apontar diretamente para o culpado.
Além disso, quem lê entende que Adamantem não está tão longe assim do mundo em que vivemos. Como Ethan diria: "lute pela sua fé, lute por quem você é." Eu decido no que vou crer. Eu decido o que vou ser.
Palavra & Verso - O Torneio de Vidro é um momento decisivo para o Ethan. O que esse evento representa dentro da jornada do personagem?
Camila Ramos - Além da importância de recuperar o seu passado, o Torneio de Vidro representa a evolução do personagem. Aquela frase simbólica "somos moldados pelos nossos inimigos" é materializada pelo acontecimento, mesmo que ele próprio não tenha consciência completa disso.
Ao mesmo tempo em que o Torneio de Vidro é a cristalização da violência institucionalizada, ele também marca a transformação definitiva do personagem. Ethan deixa de ser apenas o jovem fazendeiro que passou vinte e seis anos com as mãos na terra, arando, semeando, sendo o Jegeren, vivendo uma vida simples. Mesmo que conseguisse recuperar suas memórias, ali, ele começa a se tornar exatamente aquilo que o mundo sempre esperou que ele fosse: uma arma.
Ele passa a sentir o peso do que foi construído ao redor dele. Existe uma expectativa coletiva que o empurra para um papel que ele não escolheu conscientemente. O torneio não é apenas uma competição física; é um ritual de exposição. Ele está sendo observado, analisado, medido. Cada movimento carrega julgamento. Cada golpe confirma a ameaça de uma narrativa maior. Como toda a vida dele foi.
E é justamente ali que o símbolo começa a ruir. Porque, ao mesmo tempo em que ele corresponde ao que esperam, algo se acende dentro dele. No instante em que é tratado como instrumento, ele começa a reconhecer a própria humanidade. E essa consciência é o que torna sua jornada verdadeiramente perigosa.
Palavra & Verso - Esmeralda D’blade é uma personagem forte e misteriosa. O que você mais gosta nela como criação literária?
Camila Ramos - Eu amo a dualidade dela. Esmeralda é a personificação dos meus conflitos internos. Da minha mente. Ela é perigosa, mas profundamente humana. Talvez a personagem mais humana do livro. Ela nasceu apenas para morrer. Foi abandonada pelos próprios pais por ser o "erro" do Solo Sagrado, rejeitada, menosprezada, humilhada, escravizada... e mesmo assim escolheu sobreviver todos os dias.
O que mais me fascina em Esmeralda, além disso tudo, é essa força quase espontânea. Ela não precisa gritar para ser imponente. Todo trecho em que aparece, é O TRECHO. Ela traz impacto sem precisar provar constantemente sua dor. Mesmo sem mostrar, nós sabemos que carrega cicatrizes, culpa, amor pelo ser que deveria repudiar, odiar e matar — e ainda assim, continua escolhendo sobreviver. Há algo muito poderoso em uma personagem que não foi feita para vencer, mas que insiste em continuar existindo. E talvez seja por isso que eu me conecte tanto com ela.
Somos insuportavelmente insistentes em querer viver mesmo com dor.
Palavra & Verso - A continuação já está em andamento: o que você pode adiantar sobre o tom do próximo livro — será mais sombrio, mais político, mais emocional?
Camila Ramos - Filho da Salvação continua a história do Caos e da Ordem. Ele será muito mais sombrio porque as máscaras caem. As memórias estão frescas.
É nesse momento que Ethan Haavik revela, de fato, tudo o que absorveu durante vinte e seis anos de estudos. Cada ensinamento, cada dor suportada, cada rejeição começa a ganhar forma consciente. Ele já não reage apenas por instinto; ele age com intenção.
O livro se torna mais político porque o poder deixa de ser simbólico e passa a ser disputado de verdade. As estruturas começam a rachar, alianças tornam-se instáveis e cada decisão carrega consequências reais. Vassalos se voltam contra o sistema, continentes distantes, que não deveriam estar ali, surgem por um propósito em comum: Ordem Lapidada ou o fim dela.
Não se trata mais apenas de sobreviver dentro do sistema, mas de questioná-lo, enfrentá-lo e destruí-lo. E o mais inquietante é que quem está no centro de tudo isso é o próprio “deus” desse sistema e é por isso que a estrutura cede. Ethan passa a ocupar dois símbolos ao mesmo tempo: o Filho da Salvação, reverenciado pelos fiéis diamânticos, e o Demônio da Salvação, temido por causar rupturas e defender os Antordens, os Glaudiamânticos — todos aqueles que se opõem à Ordem Lapidada ou que nasceram considerados “dissolúveis”.
E, em meio a essa ruptura, muitos acreditam estar falando de duas pessoas diferentes. Quando, na verdade, é a mesma. É até engraçado a um certo ponto.
Em Filho da Salvação, Ethan está diferente. Mais frio. Não no sentido de ausência de sentimento, mas no sentido de controle absoluto sobre ele. O caos interno ganhou foco. Ele está esvaziado, marcado pelo passado e pelas pessoas em quem confiou. Fala menos do que antes, observa mais. Cada palavra passa a ter peso, e muitas vezes o silêncio diz mais do que qualquer discurso.
Ele se torna mais perigoso porque não age apenas por impulso cego — embora, em alguns momentos, ainda o faça — mas porque entende o que está fazendo. Há intenção em cada movimento. A violência deixa de ser apenas reação e passa a ser um instrumento. E isso o torna visceral. Os confrontos são mais diretos, mais cruéis, mais físicos. Um anti-herói perfeitamente moldado pela Opala e pela Ordem Lapidada.
Não existe mais o fazendeiro bobo. Existe um homem que conhece a estrutura por dentro e sabe exatamente onde ferir. Um homem movido por vingança — e pelo desejo de salvar sua esposa.
Ethan passa a ser ainda mais presente. Ele entra em um ambiente e o ar muda. Não precisa levantar a voz para impor respeito. Há algo nele que intimida porque carrega convicção. Ele não busca aprovação, não busca compreensão. Ainda assim, é um personagem profundamente quebrado, perturbado, quase tão insano quanto Adamas. Ele busca respostas sobre o verdadeiro porquê de sua existência, enquanto tenta sustentar princípios com os quais nem todo leitor concordará.
Essa frieza, no entanto, não é desumanização. É o resultado de memórias que retornaram, de traições, de verdades que machucam.
Palavra & Verso - Como você enxerga seu futuro como autora? Que sonhos ainda quer realizar na carreira literária?
Camila Ramos - Meu sonho é expandir o universo de Adamantem, porque ele é gigante, há sempre algo novo a explorar. Quero que continue crescendo, mostrando a história de muito mais personagens como: Esmeralda, Adamas, Opala, Sor Corbay, Arma Branca, Soren... que atravesse ainda mais leitores, que se torne algo maior do que eu.
Sonho em ver minhas histórias alcançando mais pessoas, em traduzir meus livros, em viver plenamente da escrita. Mas, acima de tudo, quero continuar sendo fiel à intensidade que me fez começar e do quanto esse livro salvou a minha vida.
13. Bate-e-volta (respostas rápidas):
Uma música: Believer – Imagine Dragons;
Um filme: V for Vendetta;
Uma série: The Walking Dead;
Café ou chá? Café;
Dia ou noite? Noite;
Uma cor: Rosa;
Um livro favorito: Jogos Vorazes;
Um personagem que você ama: Lisbeth Salander;
Um lugar que te inspira: Noruega.



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